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		<title>Os 50 anos da maior lei brasileira para a educação</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 20:33:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) completa meio século em plena discussão do novo plano de metas do País para a área Repleta de emendas e com diversos artigos que não foram cumpridos, a principal lei do Brasil para a educação completou meio século no momento em que o País discute as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=438&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<div><strong>Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) completa meio século em plena discussão do novo plano de metas do País para a área</strong></div>
<div></div>
<div>Repleta de emendas e com diversos artigos que não foram cumpridos, a principal lei do Brasil para a educação completou meio século no momento em que o País discute as metas da área para a próxima década por meio do <strong>Plano Nacional de Educação</strong>(PNE).Foi justamente ela &#8211; a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) &#8211; que instituiu a criação do plano, em sua última versão.</p>
<div></div>
<div>O ensino supletivo,a obrigatoriedade da matrícula e o atendimento gratuito em creches e pré-escolas, entre outros direitos que hoje fazem parte da vida dos brasileiros,foram garantidos pela LDB,em diversos momentos da história do Brasil.</div>
<div></div>
<div>Há três grandes versões da LDB, sem contar os &#8220;remendos&#8221; e grandes reformas pelas quais ela passou no decorrer dos anos: 1961, 1971 e 1996 &#8211; a mais atual, que está em vigor.</div>
<div>A primeira LDB foi sancionada em 20 de dezembro de 1961, durante o governo João Goulart, A questão, até hoje polêmica, do ensino religioso facultativo no sistema público foi um dos maiores embates. Foram necessários 13 anos de debate para que a primeira revolução educacional do Brasil acontecesse.</div>
<div>&#8220;A aprovação da lei de 1961 foi um grande avanço por que a legislação anterior era muito centralizadora.</div>
<div>Não havia nada que competisse aos Estados e municípios&#8221;, explica Nina Ranieri, vice presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo.</div>
<div></div>
<div>Apesar do avanço, a lei de 1961 foi considerada uma &#8220;meia vitória&#8221; &#8211; expressão usada na época pelo educador Anísio Teixeira, uma das personalidades mais importantes da história da educação no Brasil, Entre seus maiores gargalos, estão justamente o tímido efeito dos principais ganhos que ela trouxe: pouca autonomia dos municípios (ainda dependentes de Estados e da União) e pouca democratização de oportunidades educacionais na <strong>escola pública</strong>, que permaneceu elitizada.</div>
<div></div>
<div>&#8220;Além disso, houve uma fraca expansão dos cursos superiores destinados à formação de professores para a <strong>educação básica</strong>&#8220;, lembra Francisco Cordão,membro do Conselho Nacional de Educação(CNE). &#8220;Faltou investimento das universidades nesse ponto, embora tenhamos assistido à uma forte expansão do ensino normal, destinado a atuar nas escolas primárias.&#8221; Remendos. Em 1971, quando a segunda versão da LDB foi aprovada, o Brasil vivia um dos momentos mais críticos de sua história: a ditadura militar, em pleno governo Médici.</div>
<div></div>
<div>É dessa lei artigos como a instituição da educação moral e cívica no currículo.</div>
<div>Ela também valorizava a educação profissional e instituía o ensino obrigatório dos 7 aos 14 anos. Outro ganho, segundo educadores, foi a criação dos supletivos.</div>
<div></div>
<div>&#8220;Esta foi a grande inovação promovida pelos militares, que possibilitou amilhares de brasileiros a retomada de seus estudos, tanto na modalidade suplência, para suprir sua escolaridade não concluída na idade própria, quanto nas modalidades de qualificação profissional e aprendizagem&#8221;, explica Cordão, que defende que essa LDB não deve ser encarada como nova lei, mas como uma reforma da anterior.</div>
<div>Com a redemocratização do Brasil e a Constituição de 1988, veio a necessidade de se garantir novos direitos educacionais. A discussão começou com duas propostas da lei e se arrastou por anos. Só na Câmara dos Deputados, onde foram sugeridas 1.300 emendas,o projeto tramitou por cinco anos.</div>
<div>&#8220;Novos tempos&#8221;. Em 20 de dezembro de 1996, exatos 35 anos após a primeira LDB, ela foi sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O relator foi o senador Darcy Ribeiro &#8211; a lei ficou conhecida como &#8220;Lei Darcy Ribeiro de Educação Nacional&#8221;.</div>
<div></div>
<div>Foi essa LDB que debateu a autonomia universitária, discutiu a educação a distância, enxergou a educação infantil como etapa da <strong>educação básica</strong> e de talhou como o dinheiro para a área deve ser gasto. Há 15 anos em vigor, especialistas discutem se ela ainda é válida (leia mais abaixo).</div>
<div></div>
<div>AS TRÊS VERSÕES</div>
<div>Descentralização do sistema educacional, dando autonomia às redes Liberdade para a escola organizar seu currículo Criação do Conselho Federal de Educação 12% do orçamento da União e 20% dos municípios para a educação Ensino primário, no mínimo, em quatro séries anuais e obrigatório a partir dos 7 anos Ano letivo de 180 dias Para o ensino primário, a formação do docente no ensino normal. Para o médio, cursos de nível superior Ensino religioso facultativo Lei nº 5.692/1971 Criação do ensino supletivo Valorização da educação profissional Matrícula obrigatória dos 7 aos 14 anos de idade Inclusão de Educação Moral e Cívica, Educação Física, Educação Artística e Programa de Saúde no currículo Lei nº 9.394/1996 Inclusão da educação infantil como primeira etapa da <strong>educação básica</strong> Ensino fundamental de 8 anos obrigatório e gratuito Carga horária mínima de 200 dias letivos ou 800 horas Criação do <strong>Plano Nacional de Educação</strong> (PNE) União deve gastar no mínimo 18% e, Estados e municípios, no mínimo de 25% de com o ensino público Exigência de formação de nível superior para atuar na <strong>educação básica</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div>CONSTRUÇÃO</div>
<div>Não há número oficial sobre a quantidade de emendas e alterações que a última versão da LDB, de 1996, sofreu. Mas ela já foi modificada por pelo menos 28 leis- inclusive em 2011.</div>
<div></div>
<div>Demandas como a obrigatoriedade da matrículados 4 aos 17 anos e o ensino fundamental de nove anos, por exemplo, não constam na lei original &#8211; são criações recentes. Outras modificações também estão em discussão hoje no MEC,como o aumento da carga horária e uma nova base curricular.</div>
<div></div>
<div>&#8220;O Brasil sempre teve muita lei e pouca sistematização. São muitas as leis, de diversas fontes: governo federal, conselhos nacional e estaduais, decretos, resoluções&#8221;, explica Nina Ranieri, do Conselho Estadual de Educação de São Paulo. &#8220;Essa multiplicidade de fontes cria um em aranhado.</div>
<div></div>
<div>A normatização de forma geral é efêmera, com exceção, é claro, da LDB. Por isso a importância:é uma lei substantiva, com normas e diretrizes.&#8221; Para alguns especialistas em educação, apesar da evolução &#8211; e também da manutenção de alguns gargalos do ensino brasileiro &#8211; , a lei de 1996 cabe dentro da realidade do País e,portanto,ainda não chegou o momento de discutir uma nova LDB.</div>
<div></div>
<div>&#8220;A lei que temos ainda dá conta.</div>
<div></div>
<div>Ela sofreu emendas positivas que a adaptam às mudanças da vida real.Não precisamos de outra LBD, mas sim da aprovação urgente do Plano Nacional de Educação (PNE)&#8221;, defende a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda.</div>
<div></div>
<div>A necessidade de aperfeiçoamentos, no entanto, é consenso entre os educadores.&#8221;A lei precisa de melhorias, mas, mais do que isso, precisa ser cumprida.</div>
<div></div>
<div>Um exemplo é a questão da aplicação dos recursos obrigatórios dos municípios em educação, prevista em artigo,mas é sempre descumprida&#8221;,afirma Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).</div>
<div></div>
<div>Entre os gargalos visíveis, ele destaca que a LDB poderia ter um caráter mais fiscalizador em relação ao seu descumprimento.</div>
<div></div>
<div>&#8220;Ela poderia ao menos repetir o que há em outros dispositivos da legislação que tratam de punições aos agentes públicos que não cumprem a lei&#8221;, explica.</div>
<div></div>
<div>&#8220;Normalmente, é usada a lei de improbidade administrativa.&#8221; Callegari ainda destaca as exigências de formação superior e dos planos de carreira municipais dos professores como artigos não cumpridos.</div>
<div>Revisão. Já Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e membro do CNE,defende que a lei seja revisada.&#8221; A lei está em descompasso com a realidade e deve ser contextualizada e reescrita.</div>
<div></div>
<div>Além disso, parece um Frankenstein: está toda remendada&#8221;, diz ela, autora de um estudo sobre a atual LDB.</div>
<div></div>
<div>Segundo Maria Izabel, um dos tópicos mais problemáticos é a falta de um regime de colaboração entre os entes federativos.</div>
<div></div>
<div>Para a educadora, temas como a educação rural, indígena e quilombola, entre outros,também devem ser rediscutidos.</div>
<div>Mariana Mandelli (O Estado de São Paulo)</div>
<div></div>
<div> <strong>AS TRÊS VERSÕES</strong></div>
<div></div>
<div> <strong>Lei nº 4.024/1961</strong><br />
● Descentralização do sistema<br />
educacional, dando autonomia<br />
às redes<br />
● Liberdade para a escola<br />
organizar seu currículo<br />
● Criação do Conselho Federal<br />
de Educação<br />
● 12% do orçamento da<br />
União e 20% dos municípios<br />
para a educação<br />
● Ensino primário, no mínimo,<br />
em quatro séries anuais e<br />
obrigatório a partir dos 7 anos<br />
● Ano letivo de 180 dias<br />
● Para o ensino primário, a<br />
formação do docente no ensino<br />
normal. Para o médio, cursos<br />
de nível superior<br />
● Ensino religioso facultativo
</div>
<div><strong>Lei nº 5.692/1971</strong><br />
● Criação do ensino supletivo<br />
● Valorização da educação<br />
profissional<br />
● Matrícula obrigatória dos 7<br />
aos 14 anos de idade<br />
● Inclusão de Educação Moral<br />
e Cívica, Educação Física,<br />
Educação Artística e Programa<br />
de Saúde no currículo</div>
<div>
<strong>Lei nº 9.394/1996</strong><br />
● Inclusão da educação infantil<br />
como primeira etapa da educação<br />
básica<br />
● Ensino fundamental de 8<br />
anos obrigatório e gratuito<br />
● Carga horária mínima de<br />
200 dias letivos ou 800 horas<br />
● Criação do Plano Nacional<br />
de Educação (PNE)<br />
● União deve gastar no mínimo<br />
18% e, Estados e municípios,<br />
no mínimo de 25% de<br />
com o ensino público<br />
● Exigência de formação de<br />
nível superior para atuar na<br />
educação básica</div>
</div>
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</div>
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		<item>
		<title>Para entender a polêmica do piso salarial</title>
		<link>http://educacaopresente.wordpress.com/2012/01/12/para-entender-a-polemica-do-piso-salarial/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 20:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A polêmica dos índices - A lei do piso prevê que a correção salarial será feita anualmente com base na arrecadação do Fundeb, combinada com o custo por aluno. Em 2011, a fórmula representou correção de 15,85%. Já em 2012, deverá ser de 22%. - O cálculo do Fundeb que está avalizando a projeção de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=436&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A polêmica dos índices</strong><br />
- A lei do piso prevê que a correção salarial será feita anualmente com base na arrecadação do Fundeb, combinada com o custo por aluno. Em 2011, a fórmula representou correção de 15,85%. Já em 2012, deverá ser de 22%.</p>
<p>- O cálculo do Fundeb que está avalizando a projeção de reajuste de 22% do piso nasce na elevação de 21,2% no investimento mínimo do governo em cada aluno, que será elevado de R$ 1.729,28 para R$ 2.096,68 em 2012.</p>
<p>- Com o reajuste de 22%, o piso nacional do magistério irá pular de R$ 1.187 para aproximadamente R$ 1.450.</p>
<p>- Governadores de diversos Estados pressionam o Planalto e a Câmara dos Deputados a aprovarem emenda que prevê correção do piso pelo INPC, índice que está na casa dos 6,5%.</p>
<p>- Com a aplicação do INPC, o piso passaria dos R$ 1.187 para aproximadamente R$ 1.264.</p>
<p>Roberto Beling</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaopresente.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaopresente.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaopresente.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaopresente.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaopresente.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaopresente.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaopresente.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaopresente.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaopresente.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaopresente.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaopresente.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaopresente.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaopresente.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaopresente.wordpress.com/436/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=436&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>É a Constituição que deve ser lida nas escolas, e não a Bíblia (Prof. Rogério Santos)</title>
		<link>http://educacaopresente.wordpress.com/2012/01/10/e-a-constituicao-que-deve-ser-lida-nas-escolas-e-nao-a-biblia-prof-rogerio-santos/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 00:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://educacaopresente.wordpress.com/?p=431</guid>
		<description><![CDATA[Comentário sobre a Lei da Câmara de  Araguaína  que obriga leitura da Bíblia em escolas A Bíblia é uma coletânea de textos certamente importante para definir a nossa cultura de forte influência judaico-cristã. Estabelecer a obrigatoriedade de leitura dos textos bíblicos nas escolas, no entanto, pode ser considerado errado por diversos motivos. Primeiramente é ilegal, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=431&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.paulopes.com.br/2012/01/vereadores-de-araguaina-mantem-lei-que.html"><em>Comentário sobre a Lei da Câmara de  Araguaína  que obriga leitura da Bíblia em escolas</em></a></p>
<div id="post-body-2385772412083091951">
<div>A Bíblia é uma coletânea de textos certamente importante para definir a nossa cultura de forte influência judaico-cristã. Estabelecer a obrigatoriedade de leitura dos textos bíblicos nas escolas, no entanto, pode ser considerado errado por diversos motivos.</p>
<div><a href="http://educacaopresente.files.wordpress.com/2012/01/constitui25c325a725c325a3o.jpg"><img src="http://educacaopresente.files.wordpress.com/2012/01/constitui25c325a725c325a3o.jpg?w=298&#038;h=400" alt="" width="298" height="400" border="0" /></a></div>
<p>Primeiramente é ilegal, uma vez vai de encontro à Constituição que estabelece o Estado brasileiro como laico através do artigo 19, I. Esse artigo diz: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.” (grifos meus).</p>
<p>Isso significa que práticas religiosas são um direito do cidadão, mas jamais devem ser estabelecidas pelo Estado como um dever. Ao obrigar professores a ler versículos bíblicos para os alunos, o poder público comporta-se como se houvesse religião oficial no país, o que não é verdade. Caso a lei passe a vigorar, o Estado passa a obrigar um funcionário público a participar de um rito religioso que não necessariamente é compatível com suas crenças pessoais, ferindo o princípio de liberdade religiosa.</p>
<p>Além dessa questão legal, é uma falta de sensibilidade com pessoas de seguimentos religiosos discordantes do cristianismo. Ainda que a maioria da população seja cristã, não há justificativa para o poder público impor esse constrangimento a pais, alunos e professores que não sigam o cristianismo, já que a democracia não deve significar um domínio da maioria às custas do sofrimento de uma minoria mal representada.</p></div>
<div></div>
<div>Creio que os cristãos estão familiarizados com a chamada regra de ouro que estabelece que &#8220;não se faça ao outro aquilo que não gostaria que fosse feito a si&#8221;. Essa regra, que inclusive é representada nos evangelhos de Mateus (7: 12) e de Lucas (6: 31), deveria convidar os autores do projeto de lei e cristãos em geral a imaginar se gostariam que seus filhos fossem a escolas que os obrigassem a ouvir leituras do Corão, do livro dos espíritos ou do livro dos mórmons.</div>
<div></div>
<div>Estariam os autores do projeto confortáveis em ser obrigados a ler esses livros diariamente em público caso fossem eles professores? É preciso um pouco mais de sensibilidade em relação às minorias para que estas não tenham seus direitos atropelados por uma maioria cega e egoísta. Ninguém gostaria de viver em um país assim.</p>
<p>Outro motivo é em relação à adequação do material literário aos objetivos da educação. O texto bíblico é bastante inadequado às crianças por estas não terem suas capacidades de avaliação crítica plenamente desenvolvidas. As tendências infantis ao literalismo e à credulidade tornam as crianças especialmente vulneráveis a um conteúdo que elas não estão preparadas para elaborar.</p>
<p>Embora a Bíblia possua ensinamentos interessantes a respeito do amor ao próximo, esses ensinamentos encontram-se afogados em descrições de Deus ordenando assassinatos seguidos de estupros (Juízes 21:10-24; Números 31:07-18; Deuteronômio 20:10-14), forçando vítimas de estupro a casarem com seus agressores (Deuteronômio 22:28-29), estabelecendo regras para vender sua filha como escrava (Êxodo 21:07-11), apoiando e estimulando a escravidão (Levítico 25:44-46) inclusive escravidão sexual (o já citado Êxodo 21:07-11) e estabelecendo pena de morte para vários &#8220;crimes&#8221;, inclusive tocar o monte Sinai (Êxodo 19:12), ter um boi que matou uma pessoa (Êxodo 21:29), fazer sexo menstruada (Levítico 20:18), ser profeta de outro deus (Deuteronômio 18:20), levantar falso testemunho (Deuteronômio 19:19), ser adúltero (Levítico 20:10), não gritar quando se é estuprada! (Deuteronômio 22:24), desobedecer os pais (Deuteronômio 21:20) e blasfemar (Levítico 24:16). Uma criança diante da aceitação de Deus a tais práticas completamente absurdas e anacrônicas pode se encontrar confusa em questões morais.</p>
<p>Em termos de adequação, seria muito mais interessante a leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos ou da própria Constituição brasileira. Materiais à autoridade dos quais estamos todos submetidos.</p>
<p>Por fim, não acho que os proponentes da lei agiram de má fé ou que intencionalmente queriam oprimir as minorias. Provavelmente seguiram um viés de pensar que, por estarem cercados de cristãos, a lei seria uma ideia interessante para todos.</p></div>
<div></div>
<div>É importante, no entanto, que os representantes do poder legislativo respeitem a Constituição, cumprindo sua função com a atenção focada em todos e em cada um e não apenas na maioria dos eleitores.</p>
<p><em>Rogério Santos é professor de psicologia da Universidade Federal do Tocantins. Esse texto foi publicado originalmente no <a href="http://www.araguainanoticias.com/noticia/1135/especialista-comenta-projeto-de-lei-que-obriga-leitura-da-biblia-em-escolas-de-araguaina.html">Araguaína Notícias</a>. </em></div>
</div>
<p>Leia mais em <a href="http://www.paulopes.com.br/2012/01/e-constituicao-que-deve-ser-lida-nas.html#ixzz1j0pocrpe">http://www.paulopes.com.br/2012/01/e-constituicao-que-deve-ser-lida-nas.html#ixzz1j0pocrpe</a><br />
Paulopes só permite a cópia deste texto para uso não comercial e com a atribuição do crédito e link.</p>
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		<title>Salário do professor no Brasil é o 3º pior do mundo</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 20:26:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ CNTE - O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários. É o que mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).  A situação dos brasileiros só não é pior do que a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=426&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<div> <a href="http://www.cnte.org.br/" rel="nofollow" target="_blank">CNTE</a> - O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários.</div>
<div>
É o que mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).  A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia.</div>
<div>
<a href="http://educacaopresente.files.wordpress.com/2012/01/arealidadedoprofessor.jpg" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://educacaopresente.files.wordpress.com/2012/01/arealidadedoprofessor.jpg?w=400&#038;h=400" alt="" width="400" height="400" border="0" /></a></div>
<div>
Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana.</div>
<div>
Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.</div>
<div>
Com os baixos salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam deixando a profissão em busca de melhores salários.</div>
<div>
O estudo mostra que, no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.</div>
<div>
A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.</div>
<div>
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença?</div>
</div>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaopresente.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaopresente.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaopresente.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaopresente.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaopresente.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaopresente.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaopresente.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaopresente.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaopresente.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaopresente.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaopresente.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaopresente.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaopresente.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaopresente.wordpress.com/426/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=426&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um currículo nacional para a educação (João Batista Araújo e Oliveira)</title>
		<link>http://educacaopresente.wordpress.com/2012/01/05/um-curriculo-nacional-para-a-educacao-joao-batista-araujo-e-oliveira/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 14:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[João Batista Araujo e Oliveira: um currículo nacional para a educação A idéia de que o Brasil precisa de um currículo nacional bem definido para suas escolas vem ganhando força, no lugar da antiga noção de que, em nome da liberdade, criatividade e respeito às diferenças, cada um poderia ensinar (e sobretudo não ensinar)  o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=424&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h2><a title="Permanent Link to João Batista Araujo e Oliveira: um currículo nacional para a educação" href="http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/?p=2637&amp;lang=pt-br" rel="bookmark">João Batista Araujo e Oliveira: um currículo nacional para a educação</a></h2>
</div>
<p><em><a href="http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/wp-content/uploads/2012/01/curriculum.gif"><img title="curriculum" src="http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/wp-content/uploads/2012/01/curriculum.gif" alt="" width="311" height="308" /></a>A idéia de que o Brasil precisa de um currículo nacional bem definido para suas escolas vem ganhando força, no lugar da antiga noção de que, em nome da liberdade, criatividade e respeito às diferenças, cada um poderia ensinar (e sobretudo não ensinar)  o que achasse melhor. Mas, como fazer um bom currículo, que separe o que é essencial do acessório e não caia nos modismos do momento? O artigo abaixo de João Batista de Araujo e Oliveira, do <a href="http://www.alfaebeto.com.br/" target="_blank">Instituto Alfa e Beto<img src="http://www.previewshots.com/images/v1.3/t.gif" alt="" /></a>, mostra o que é necessário para isto, a partir da experiência internacional.</em></p>
<p><strong>Currículo, a Constituição da educação</strong></p>
<p>Pubicado em O Estado de São Paulo, 02 de janeiro de 2012</p>
<p>O Ministério da Educação (MEC) anunciou, com atraso considerável, que vai apresentar sua proposta de currículo. A Constituição de 1988 promoveu avanços notáveis em várias áreas, apesar de inúmeras disfunções criadas. Mas faltou uma visão de futuro mais clara e pragmática. Resta assegurar que, da mesma forma, a iniciativa atual não aumente ainda mais o nosso atraso.</p>
<p>A última decisão nessa área resultou nos desastrados “parâmetros curriculares nacionais”. A maioria das iniciativas do MEC que envolvem questões de mérito tem sido sistematicamente cativa de mecanismos e critérios corporativistas e de duvidosos consensos forjados em espúrios mecanismos de mobilização. Tradicionais aliados do ministério, inclusive internamente, têm aversão à ideia de currículo e mais ainda de um currículo nacional. Documentos desse tipo, produzidos por alguns Estados e municípios em anos recentes, continuam vítimas do pedagogismo. Isso é o melhor que temos.</p>
<p>O assunto é sério demais para ser deixado apenas para os educadores e especialistas. Nem pode ser apropriado pelo debate eleitoral. O Brasil – especialmente suas elites – precisa estar preparado para discutir abertamente a questão. Aqui esboçamos os contornos desse debate.</p>
<p>O que é um currículo? Um documento que diz o que o professor deve ensinar, o que o aluno deve aprender e quando isso deve ocorrer. Em outras palavras, conteúdo, objetivos (o termo da vez é expectativas de aprendizagem), estrutura e sequência. Para que serve um currículo? Primeiro, para assegurar direitos: o currículo especifica o que o aluno deve aprender. É um instrumento de cidadania fundamental para garantir equidade e os direitos das famílias. Segundo, para estabelecer padrões, ou seja, os níveis de aprendizagem para cada etapa do ensino: atingir esses níveis é o dever, que cabe ao aluno. Terceiro, para balizar outros instrumentos da política educativa, como avaliações, formação docente e produção de livros didáticos, instrumentos essenciais em qualquer sistema escolar. Os currículos, sozinhos, não mudam a educação.</p>
<p>Por que ser de âmbito nacional? A experiência dos países mais avançados em educação, sejam federativos ou não, indica a importância de uma convergência. Depois do advento do Pisa, mesmo países extremamente descentralizados, como Suíça, Alemanha ou EUA, têm promovido importantes convergências em seus programas de ensino, até em caráter de adesão. Num município, um currículo básico permitirá que alunos transitem por diferentes escolas sem que se instaure o caos a que hoje submetemos nossas crianças e seus professores.</p>
<p>Como saber se um currículo é bom? A condição é que seja claro. Se o cidadão médio ler e não entender, não serve. Deve ser parecido com edital de concursos: você lê, sabe o que cai no exame e sabe como precisa se preparar. O currículo não é exercício parnasiano ou malabarismo verbal.</p>
<p>Deve também levar em conta os benchmarks, as experiências dos países que, usando currículos robustos, avançaram na educação. É preciso cuidado para não confundir os currículos que os países adotam hoje, depois de atingido o nível atual, com os currículos que os levaram a esse patamar.</p>
<p>A proposta deve ser dinâmica e corresponder às condições gerais de um sistema. O currículo não pode ser avaliado isoladamente de outras políticas, em especial da condição dos professores. Hoje a Finlândia, com os professores que tem, pode ter currículos mais genéricos do que há 15 ou 20 anos. A análise dos benchmarks sugere quatro outros critérios para avaliar um currículo: foco, consistência, rigor e referentes externos.</p>
<p>Um currículo deve ter foco, concentrar-se no primordial e só em disciplinas essenciais, cuidando de poucos temas a cada ano, sedimentando a base disciplinar e evitando repetições. William Schmidt, que esteve recentemente no Brasil, desenvolveu escalas comparativas que permitem avaliar o grau de focalização de currículos de Matemática e Ciências.</p>
<p>Deve ter consistência, isto é, respeitar a estrutura de cada disciplina. Isso se refere tanto aos conceitos essenciais que devem permear um currículo quanto à organização do que deve ser ensinado em cada etapa ou série. Por exemplo, um currículo de Língua Portuguesa considerará as dimensões da leitura, escrita e expressão oral, levando em conta o equilíbrio entre a estrutura e as funções da linguagem e contemplando o estudo dos componentes da língua (ortografia, semântica, sintaxe, pragmática).</p>
<p>Um currículo deve ter rigor, ser organizado numa sequência que evite repetições e promova avanços a cada ano letivo. Esses avanços devem observar a relação entre disciplinas e a capacidade do aluno de estabelecer conexões entre elas. Interdisciplinaridade e contexto não são matérias de currículo, são consequência deste.</p>
<p>Um currículo deve ter referentes externos claros. Um currículo de pré-escola deve especificar tudo o que a criança precisa para enfrentar com sucesso os desafios posteriores do ensino fundamental. Isso não significa tornar o pré uma escola antes da escola: currículo não é proposta pedagógica.</p>
<p>Já o ensino fundamental deve preparar o indivíduo para operar numa sociedade urbana pós-industrial. O Pisa não é um currículo, mas contém sinalizações que sugerem o que é necessário para a formação básica do cidadão do século 21. É uma boa baliza para o ensino fundamental. Os currículos do ensino médio, por sua vez, devem ser diversificados, contemplando diferentes opções profissionais e acadêmicas. Pelo menos é assim que funciona no resto do mundo que cuida bem da educação e se preocupa com o futuro de sua juventude.</p>
<p>Finalmente, o que um currículo não deve ser? Um exercício de virtuose verbal, um manual de didática, a advocacia de teorias, métodos e técnicas de ensino, uma vingança dos excluídos e muito menos um panfleto ideológico ou uma camisa de força. Muito menos deve ser o resultado de consensos espúrios.</p>
<p>O currículo definirá se queremos cidadãos voltados para a periferia ou o centro, para o particular ou para o universal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaopresente.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaopresente.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaopresente.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaopresente.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaopresente.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaopresente.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaopresente.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaopresente.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaopresente.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaopresente.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaopresente.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaopresente.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaopresente.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaopresente.wordpress.com/424/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=424&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Estadao: Os melhores livros infantis do ano</title>
		<link>http://educacaopresente.wordpress.com/2011/12/17/estadao-os-melhores-livros-infantis-do-ano/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 23:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<h6>@Estadao: Os melhores livros infantis do ano  <a href="http://t.co/AggQ07as" rel="nofollow nofollow" target="_blank">http://t.co/AggQ07as</a>&#8220;</h6>
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	</item>
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		<title>A gente que decresce (Roberto Garcia Simões)</title>
		<link>http://educacaopresente.wordpress.com/2011/12/13/a-gente-que-decresce-roberto-garcia-simoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 21:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma perda irreversível vem enterrando, faz tempo, o futuro do Espírito Santo. Em 2009, a taxa de homicídios de jovens de 12 a 17 anos, de 54,7 por 100 mil da respectiva faixa etária, foi a maior do Brasil. Essa posição mortal também se deu em 2008 &#8211; com uma taxa de 49,1. O Estado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=420&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma perda irreversível vem enterrando, faz tempo, o futuro do Espírito Santo. Em 2009, a taxa de homicídios de jovens de 12 a 17 anos, de 54,7 por 100 mil da respectiva faixa etária, foi a maior do Brasil. Essa posição mortal também se deu em 2008 &#8211; com uma taxa de 49,1. O Estado disputa os primeiros lugares no obituário de jovens com Alagoas e Pernambuco. Em Santa Catarina, a mesma taxa, em 2009, não chegou a dois dígitos: 8,4. São dados do relatório da Unicef intitulado &#8220;Situação da Adolescência Brasileira 2011&#8243;. Como explicar esse disparate na morte e na vida juvenis e a passividade contrastante?<br />
Abordam-se &#8220;nove fenômenos sociais&#8221; comprometedores do desenvolvimento de adolescentes brasileiros. São eles: a) pobreza; b) baixa escolaridade; c) exploração do trabalho; d) privação da convivência familiar e comunitária; e) violência. Os outros quatro abrangem comportamentos: f) gravidez; g) exploração e abuso sexual; h) DST/Aids e i) drogas.</p>
<p>Para alguns desses &#8220;fenômenos&#8221;, o citado relatório apresenta, além da violência, outros dados estaduais. Selecionei os de renda e trabalho. No Espírito Santo, 13% dos adolescentes de 12 a 17 anos viviam, em 2009, em famílias extremamente pobres &#8211; maior percentual dos Estados das regiões Sudeste e Sul. Contudo, para que não se estabeleça uma correlação direta entre pobreza e homicídio juvenil, Alagoas tem um percentual quase três vezes maior de adolescentes &#8211; 38,4% &#8211; na mesma situação familiar de renda que a do ES, e, no entanto, uma taxa de homicídios menor.</p>
<p>Apenas 56,7% dos adolescentes de 16 a 17 anos haviam concluído, em 2009, o ensino fundamental &#8211; ou seja, tinham no mínimo oito anos de estudo. Esse percentual é inferior às médias do Sudeste e Sul &#8211; mas também superior às de Alagoas e Pernambuco. No entanto, um indicador de educação do Censo 2010, porém, deveria despertar toda a atenção: o ES tem o oitavo maior percentual &#8211; 19% -, quase 35 mil jovens de 15 a 17 anos que não frequentavam escola; o de Alagoas é 19,2%.</p>
<p>Em 2009, tão somente 54,4 % dos jovens de 15 a 17 anos estavam no ensino médio &#8211; percentual pouco maior que o de 2004: 50,3%. É a exclusão do ensino médio. Então, estariam trabalhando? 3,2% dos adolescentes de 12 a 17 anos estavam nessa situação em 2009. O que esses jovens estão fazendo? Os que sobreviverem, o que prognosticar sobre os seus futuros?</p>
<p>Por que essa epidemia de mortes e exclusão juvenis no Estado, que atinge ainda mais os negros, não gera mobilizações, reuniões e ações continuadas pró-vida?</p>
<div>
<div>12/12/2011 &#8211; A Gazeta</div>
</div>
<p><em>Roberto Garcia Simões é professor da Ufes e especialista em políticas públicas</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaopresente.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaopresente.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaopresente.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaopresente.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaopresente.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaopresente.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaopresente.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaopresente.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaopresente.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaopresente.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaopresente.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaopresente.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaopresente.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaopresente.wordpress.com/420/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=420&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>UNICEF e o relatório sobre a juventude.</title>
		<link>http://educacaopresente.wordpress.com/2011/12/01/unicef-e-o-relatorio-sobre-a-juventude/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 16:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dos 15 aos 19 anos, alvos fáceis da violência Relatório do Unicef mostra que taxa de homicídios nessa faixa etária supera em quatro vezes o aceitável pela ONU Catarina Alencastro BRASÍLIA. Os adolescentes brasileiros estão muito mais expostos a assassinatos do que o restante da população. Relatório do Unicef sobre a juventude do país, divulgado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=418&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://gilvanmelo.blogspot.com/2011/12/dos-15-aos-19-anos-alvos-faceis-da.html">Dos 15 aos 19 anos, alvos fáceis da violência</a></h3>
<div></div>
<div>Relatório do Unicef mostra que taxa de homicídios nessa faixa etária supera em quatro vezes o aceitável pela ONU</div>
<div></div>
<div><em>Catarina Alencastro</em></div>
<div></div>
<div>BRASÍLIA. Os adolescentes brasileiros estão muito mais expostos a assassinatos do que o restante da população. Relatório do Unicef sobre a juventude do país, divulgado ontem, mostra que a taxa de homicídios entre rapazes e moças de 15 a 19 anos é de 43,2 para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 20 para 100 mil. Isso quer dizer que todos os dias 19 jovens desta faixa etária morrem. Para a ONU, taxas acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes são inaceitáveis.</div>
<div></div>
<div>A raça do jovem também influencia a vulnerabilidade: um adolescente negro tem 3,7 vezes mais risco de ser assassinado do que um branco de mesma idade. Para a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, é um equívoco associar os adolescentes à causa da criminalidade, já que na maioria dos casos eles são vítimas:</div>
<div></div>
<div>- Se ouve muito na sociedade que o adolescente é fonte da violência. Na verdade, os adolescentes são autores de 5% dos homicídios no país, mas são vítimas de 10% deles.</div>
<div></div>
<div><strong>Número de jovens em extrema pobreza aumenta</strong></div>
<div></div>
<div>O relatório &#8220;Situação da Adolescência Brasileira 2011&#8243;, que analisou dados de 2004 a 2009, mostra ainda que o número de adolescentes em situação de extrema pobreza no Brasil aumentou. Em 2004, eram 16,3%. Em 2009, 17,6% vivem com renda per capita mensal inferior a R$70. O estudo aponta ainda que 7,9 milhões de jovens ou 38% da população nessa faixa etária vivem em situação de pobreza (com renda mensal de meio salário mínimo).</div>
<div></div>
<div>Uma das razões para isso seria demográfica: há, no Brasil, 10,2 milhões de pessoas de 12 a 17 anos de idade. Isso quer dizer que, entre famílias pobres, a renda tem que ser dividida com um maior número de pessoas, já que os pais dos adolescentes seguiram tendo filhos depois que eles nasceram. Outro motivo apontado pelo Unicef é que os programas sociais do governo, como o Bolsa Família, não contemplavam até pouco tempo essa faixa da população.</div>
<div></div>
<div>Os jovens têm menos acesso à educação que as crianças. Na infância, apenas 3% dos brasileiros estão fora da escola. Na adolescência, 15% não estudam e apenas 51% frequentam o ensino médio. A taxa de abandono desta etapa escolar chega a 11,5%. Adolescentes presentes ao lançamento do relatório afirmaram que as escolas não atendem às necessidades dos jovens.</div>
<div></div>
<div>Apesar disso, de dez indicadores, o Brasil piorou apenas na questão da pobreza extrema e manteve o mesmo resultado com relação à violência. Em oito &#8211; percentuais de jovens que não estudam e não trabalham, dos que só trabalham, de pais adolescentes, de alfabetizados, de concluintes do ensino médio, de frequentadores do ensino médio, de abandono escolar e de adolescentes cuja mãe teve o mínimo de consultas pré-natal -, o país melhorou.</div>
<div></div>
<div>Marie-Pierre Poirier reconhece os esforços do governo para diminuir as desigualdades, como a inclusão dos jovens no Bolsa Família, mas diz que o país precisa focar as políticas públicas para defender quatro grupos de adolescentes mais frágeis: os que se encontram em situação de exploração sexual, mães, meninos chefes de família e meninos e meninas de rua. Segundo ela, no Brasil a proporção de jovens explorados sexualmente é maior do que no resto do mundo.</div>
<div></div>
<div>FONTE: O GLOBO</div>
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	</item>
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		<title>O desafio do Ensino Médio (José Clovis de Azevedo)</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 01:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ O Ensino Médio concentra os problemas mais graves da Educação Básica. Desde os anos 1930 que a então denominada educação secundária foi dividida em ensino propedêutico, formação geral voltada ao prosseguimento dos estudos, e educação técnica, com afunilamento profissional. Estabeleceu-se, na prática, o chamado sistema dual. O ensino profissional para os alunos das classes menos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=416&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div> O Ensino Médio concentra os problemas mais graves da Educação Básica. Desde os anos 1930 que a então denominada educação secundária foi dividida em ensino propedêutico, formação geral voltada ao prosseguimento dos estudos, e educação técnica, com afunilamento profissional. Estabeleceu-se, na prática, o chamado sistema dual.</div>
<p>O ensino profissional para os alunos das classes menos favorecidas, e o ensino das letras e das ciências para os socialmente bem situados. Em 1971, a Lei 5.692 tentou quebrar essa dualidade, implantando compulsoriamente o ensino profissionalizante para todos. O caráter impositivo da medida e a ausência de condições materiais e intelectuais para a sua implantação determinaram seu insucesso. Desde então, o Ensino Médio perdeu a sua identidade, com resultados danosos para a juventude.</p>
<p>O diagnóstico desse nível de ensino revela-nos um quadro insustentável, com resultados que agridem a ética e os padrões mínimos de qualidade que se esperam de uma atividade pública financiada pelo esforço do conjunto da sociedade. Temos hoje na rede pública do Estado um índice de reprovação e abandono que reproduz a situação nacional, superior a 30%.</p>
<p>Ou seja, de cada mil alunos que ingressam, 300 são reprovados ou abandonam a escola. Significa que, dos aproximadamente R$ 2 bilhões que o Estado investe a cada ano no Ensino Médio, um terço perde-se no “ralo” do abandono e da reprovação. Mas mais grave que a perda material é a perda humana – os milhares de jovens que veem frustrados os sonhos de conquista de uma vida melhor pela educação.</p>
<p>Em tempo, o Conselho Nacional de Educação emitiu as novas diretrizes para o Ensino Médio, que irá orientar-se pelos eixos – Trabalho, Ciência, Cultura e Tecnologia – que deverão estruturar o currículo em quatro áreas: Linguagens e suas tecnologias; Ciências Humanas e suas tecnologias; Ciências da Natureza e suas tecnologias e Matemática e suas tecnologias.</p>
<p>Seguindo estas diretrizes, o governo do Estado colocou em discussão, desde setembro, uma ampla reforma curricular propondo um Ensino Médio que dialogue com o mundo do trabalho, embora não profissionalizante, e o Ensino Médio profissionalizante, com a educação profissional integrada à educação geral.</p>
<p>Esta proposta será implantada em três anos, oportunizando o amplo debate com comunidades escolares, entidades educacionais e, sobretudo, com o protagonismo dos educadores. O nosso objetivo é superar a desmotivação da nossa juventude e resgatar a identidade deste nível de ensino, possibilitando a formação de cidadãos globais humanizados e tecnicamente competentes.</p>
<p><strong><em>José Clovis de Azevedo Secretário de Estado da Educação do RS</em></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaopresente.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaopresente.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaopresente.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaopresente.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaopresente.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaopresente.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaopresente.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaopresente.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaopresente.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaopresente.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaopresente.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaopresente.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaopresente.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaopresente.wordpress.com/416/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=416&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Um Estado obscurantista  (Roberto Garcia Simões)</title>
		<link>http://educacaopresente.wordpress.com/2011/11/22/um-estado-obscurantista-roberto-garcia-simoes/</link>
		<comments>http://educacaopresente.wordpress.com/2011/11/22/um-estado-obscurantista-roberto-garcia-simoes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 17:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educacaopresente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No Espírito Santo, de cada 10 crianças até  5 anos, uma tem o responsável ou cônjuge analfabeto. O que esperar da trajetória dessa criança? No Estado do &#8220;crescer&#8221;, haja &#8220;gente&#8221; na escuridão educacional. É o que revelam seis indicadores do Censo 2010. Há melhoria, lenta, mas o quadro segue desolador. 1. Juventude fora da escola [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaopresente.wordpress.com&amp;blog=14157555&amp;post=414&amp;subd=educacaopresente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>No Espírito Santo, de cada 10 crianças até  5 anos, uma tem o responsável ou cônjuge analfabeto. O que esperar da trajetória dessa criança?</em><br />
No Estado do &#8220;crescer&#8221;, haja &#8220;gente&#8221; na escuridão educacional. É o que revelam seis indicadores do Censo 2010. Há melhoria, lenta, mas o quadro segue desolador.</p>
<p>1. Juventude fora da escola e extermínio. O Espírito Santo tem o 8° maior percentual de jovens de 15 a 17 anos sem estudar: 19%. Disputa essa posição com Alagoas: 19,2%. De cada 10 jovens nessa faixa etária, 2 estão em férias escolares permanentes &#8211; totalizando 34.625. Se não bastasse, são analfabetos 8.662 jovens de 15 a 24 anos. Em consideração à maior manifestação social deste ano, a &#8220;Marcha contra o Extermínio da Juventude&#8221;, essa exclusão está fortemente associada ao &#8220;cemitério de jovens&#8221; no Estado?</p>
<p>2. Discrepâncias no analfabetismo municipal. Mais um indicador revela que a desigualdade regional no Estado cresce, avassaladoramente. Enquanto a taxa de analfabetismo em Vitória é de 3%, ela dispara para 21,7%, no município de Ponto Belo. Equivale às taxas da Tunísia e Camboja. Acima ou igual a 20%, essa taxa obscurantista também se verifica em dois outros municípios: Ecoporanga (20,2%) e Água Doce do Norte (20%). Mas a aniquilação de oportunidades também é gritante no Sul, na rota do &#8220;I&#8221;: Ibitirama (19%), Irupi (18,9%), Ibatiba (17,9%) e Iúna (15,3%). A taxa de 17,1%, relativa a Presidente Kennedy, pode dar indicação do que está sendo feito com os royalties e participações especiais.</p>
<p>3. Pais analfabetos e futuro dos filhos. De cada 10 crianças até 5 anos, 1 tem o responsável ou cônjuge analfabeto. O que esperar da trajetória dessa criança?</p>
<p>4. Analfabetismo funcional avassalador. Com mais de 10 anos de idade, o ES tem 3.005.435 pessoas. Eis as raias do absurdo: quase a metade dessas pessoas &#8211; 49,5% &#8211; estão &#8220;sem instrução e (ensino) fundamental incompleto&#8221;. Quase 1,5 milhão de pessoas só conseguem soletrar ou &#8220;desenhar&#8221; algumas palavras.</p>
<p>5. Extremo oposto e a inconsistência da Assembleia. Tão somente 250.811 pessoas têm curso superior completo. Então, será que uma &#8220;universidade estadual&#8221; não seria a prioridade para aumentar esse nível de instrução? A renitente e lastimável exclusão de jovens do ensino médio entrelaçada ao baixíssimo nível educacional de praticamente metade da população de mais de 10 anos de idade indicam claramente a resposta: não. Por que, então, a &#8220;universidade estadual&#8221; foi aprovada na Assembleia na semana passada? Eleições em 2012?</p>
<p>6. Renda. Das pessoas com rendimento, o valor médio da renda das alfabetizadas (R$ 1.259) é 2,5 vezes superior ao das não alfabetizadas (R$ 563,52).</p>
<p>O Espírito Santo precisa de desenvolvimento humano.</p>
<p><em>Roberto Garcia Simões</em>, <em>professor da Ufes e especiaIista em políticas públicas </em><br />
robertog@npd.ufes.br</p>
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